Responsabilidade e risco em operações de pagamento não autorizadas

Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 25.02.2025 (Maria da Luz Seabra)

Sumário: I – O Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Electrónica aprovado pelo DL n.º 91/2018, de 12.11, de acordo com o disposto no art. 113.º, impõe sobre o prestador do serviço um considerável ónus de prova no caso de o utilizador negar ter autorizado determinada operação: i. incumbe ao respetivo prestador […]

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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 14.01.2025 (Rui Moreira)

Sumário: I – É facto notório a ocorrência de um elevado número de situações do fenómeno designado por phishing, e que aparece sob diversos formatos (blind phishing, clone phishing, smishing, vishing, spear phishing, whaling, a par de outro, designado por pharming, mas todos eles redundando no acesso fraudulento, isto é, através de meios enganosos e

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Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 05.12.2024 (Afonso Cabral de Andrade)

Sumário: 1. Para efeitos de aplicação do DL 91/2018, de 12/11 (Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Electrónica), uma operação de pagamento efectuada através de um terminal de pagamento automático e um cartão de débito (vulgo Multibanco) considera-se autorizada desde que o titular voluntariamente introduza o cartão no terminal e digite o

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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 19.12.2023 (Paulo Duarte Teixeira)

Sumário: I – Numa operação não autorizada com cartões de movimentação, incumbe o Banco 1… demonstrar que o seu sistema funcionou integralmente e que “a operação foi autenticada e contabilizada sem que tenha sido afetada por avaria técnica ou outra anomalia”. II – Apenas no caso de fraude ou negligência grosseira ao utilizador pode ser

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 12.12.2023 (Manuel Capelo)

Sumário: I – As perdas resultantes de operações de pagamento não realizadas e não autorizadas pelo utilizador/titular do serviço homebanking, mas por terceiros, nos termos do art. 796.º, n.º 1 do CCivil e do art. 115.º do DL 91/2018 correm por conta do banco, exceto se forem devidas a atuação fraudulenta daquele ou a atuação

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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 12.10.2023 (Ana Luísa Loureiro)

Sumário: I – Da conjugação do art. 115.º, n.º 3 e n.º 4 com o art. 113.º, n.º 1, n.º 3 e n.º 4 do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 91/2018, de 12 de novembro, resulta que o risco inerente à utilização e funcionamento dos serviços

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Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 13.07.2023 (Gabriela de Fátima Marques)

Sumário: I. Tem sido entendido que age, censuravelmente, demonstrando negligência grave – cometendo erro imperdoável, desatenção inexplicável, incúria indesculpável, vistos em confronto com o comportamento do comum das pessoas, mesmo daquelas que são pouco diligentes – e violação do seu dever de segurança e confidencialidade sobre os seus dispositivos, o utilizador que – embora sendo

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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 10.01.2023 (Rui Moreira)

Sumário: I – Um acto qualificável como negligência grosseira, no âmbito da utilização de um sistema bancário electrónico de pagamentos, corresponde a um erro imperdoável, a uma desatenção inexplicável, a uma incúria inaceitável, por referência ao comportamento do comum das pessoas, mesmo daquelas que são pouco diligentes. II – Se um grande número de pessoas,

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Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 13.10.2022 (Carlos Castelo Branco)

Sumário: I) Autónomo, mas interdependente em relação a outros contratos bancários, inserindo-se, normalmente, no âmbito de um contrato-quadro de abertura de conta, da celebração do acordo de “homebanking” decorre uma complexidade de direitos e deveres que regulam a relação obrigacional, duradoura, entre as partes, relativamente ao utilizador e prestador de serviços de pagamento, constituindo uma

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