Contratos de adesão

Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 21.03.2007 (Deolinda Varão)

Sumário: I – O contrato de seguro rege-se “pelas estipulações da respetiva apólice não pro[i]bidas por lei” – cláusulas contratuais gerais – e, subsidiariamente, pelas disposições do CCom. e do CC (art. 427.º e 3.º do CCom.) II – A interpretação das cláusulas gerais do contrato de seguro não obedece a critérios uniformes e generalizantes,

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 14.11.2006 (Bettencourt de Faria)

Sumário: I – Na liquidação da obrigação em prestações, a que alude o art. 781.º do CC, o vencimento imediato das restantes prestações, quando uma delas não é satisfeita, não exclui a necessidade de interpelação, dado tratar-se de uma faculdade do credor que a exercerá se assim o entender. II – Significando, pois, a imediata

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 14.11.2006 (Moreira Camilo)

Sumário: I – Os juros voluntários podem vencer-se findo o período de contabilização ou podem vencer-se antecipadamente, mas, em ambos os casos, apenas existe o crédito aos juros se o período de tempo de contabilização tiver efetivamente decorrido. Sem decurso do tempo, não existem juros, não existe remuneração do capital. II – Do art.º 781.º

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 11.07.2006 (Nuno Cameira)

Sumário: O aderente dum seguro de vida a quem as respetivas condições gerais foram regularmente comunicadas e dadas a conhecer só pode prevalecer-se da norma do art. 11.º do DL 445/85, de 25 de Outubro, que manda atender à interpretação mais favorável ao aderente, se por aplicação das regras gerais dos arts. 236.º e seguintes

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 06.02.1997 (Miranda Gusmão)

Sumário: I – Os contratos de seguro, como contratos de adesão que são, devem ser submetidos a controlo judicial a nível da tutela da vontade do segurado e ao do conteúdo das Condições Gerais. II – Ao nível da tutela da vontade do segurado haverá que ter em conta os critérios interpretativos fixados nos artigos

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 14.12.1988 (Gama Prazeres)

Sumário: I – Dado que o contrato de seguro [é] um contrato de adesão, em que o segundo aceita sem discutir o modelo oferecido, apesar de na maioria dos casos não chegar a tomar conhecimento efetivo das inúmeras condições gerais, sobretudo com o sentido que o declarante diz ter-lhe infundido, o que impede que essas

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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 18.11.2021 (Judite Pires)

Sumário: I – A interpretação das cláusulas contratuais de um contrato de seguro deve ser efetuada de acordo com o disposto nos artigos 236.º a 238.º do Código Civil, atendendo-se ao disposto no Decreto-Lei n.º 446/85, de 25 de Outubro, em relação às cláusulas contratuais gerais e, em geral, aos princípios da boa fé contratual.

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 27.02.2020 (Ricardo Costa)

Sumário: I – O conceito relevante de invalidez permanente (ou absoluta e definitiva) enquanto integrante de cláusula de contrato de seguro do ramo Vida, associado a contratos de mútuo bancário em que o segurado é mutuário, assenta: (i) na sua base, numa deficiência física e/ou intelectual que, não obstante os cuidados, os tratamentos e os

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Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 12.07.2018 (Mário Coelho)

Sumário: 1. As cláusulas de um contrato de seguro que cobre os riscos de morte e invalidez absoluta e definitiva de segurado que contraiu um empréstimo bancário para aquisição de habitação, estão sujeitas ao Regime das Cláusulas Contratuais Gerais, nomeadamente às regras relativas ao cumprimento dos deveres de informação e de comunicação, e às que

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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 19.06.2018 (Paulo Sá)

Sumário: I – Uma incapacidade absoluta e definitiva – enquanto risco coberto por contrato de seguro de vida, individual, celebrado entre a autora, como tomador e pessoa segura, e a ré, como seguradora, em que ficou designado beneficiário irrevogável, o banco, com quem aquela e o marido haviam celebrado contrato de mútuo para aquisição de

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