Cláusulas contratuais gerais contrárias à boa fé

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 08.06.2017 (Sílvio Sousa)

Sumário: Tem que considerar-se desproporcionada e, logo, proibida e nula a cláusula penal inserida nas condições gerais do contrato a favor da empresa que a elaborou estabelecendo que em caso de incumprimento culposo da outra parte esta terá que suportar uma indemnização de montante equivalente ao somatório de todas as prestações mensais do preço até

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 08.06.2017 (Sílvio Sousa) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 21.12.2015 (Pedro Brighton)

Sumário: I – A ação inibitória da utilização de cláusulas contratuais gerais para utilização futura, a que alude o art. 25.º do Decreto-Lei n.º 446/85, de 25/10, é independente da inclusão efetiva das cláusulas em contratos singulares e visa impor ao demandado a obrigação de se abster ou de recomendar cláusulas contratuais gerais que foram

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 21.12.2015 (Pedro Brighton) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 30.06.2015 (Anabela Luna de Carvalho)

Sumário: 1 – A cláusula que estabelece que, a denúncia ocorrida sem aviso prévio, ou fora do prazo do aviso-prévio, relativamente à renovação automática do contrato, por parte do aderente/cliente, por não querer continuar a manter-se vinculado à prestadora de serviços dá a esta o direito a uma indemnização correspondente ao pagamento total das prestações

Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 30.06.2015 (Anabela Luna de Carvalho) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 27.05.2014 (Maria Adelaide Domingos)

Sumário: I. A desproporcionalidade das cláusulas não resulta do facto de fixarem indemnizações antecipadamente por recurso ao mecanismo da cláusula penal, permitida de resto pelo artigo 19.º, alínea c), que, aliás, tem a vantagem de eliminar futuros diferendos quanto à determinação desse montante (o que se afigura benéfico para as duas partes). II. A desproporcionalidade

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 27.05.2014 (Maria Adelaide Domingos) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 05.06.2012 (Conceição Saavedra)

Sumário: I – As cláusulas de fidelização que garantem a estabilidade económica do predisponente têm de conferir, em contrapartida, também vantagens de ordem comercial ao aderente, pelo que não resultando comprovadas quais sejam essas específicas vantagens no caso em apreço seja de considerar uma tal cláusula proibida à luz do art. 22.º, n.º 1, al.

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 05.06.2012 (Conceição Saavedra) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 17.04.2012 (Barateiro Martins)

Sumário: A cláusula penal em apreço, fixada para o caso de denúncia sem pré-aviso de um contrato de adesão, estipula um quantitativo desproporcionado em relação ao montante máximo de indemnização que o direito supletivo aponta como consequência do incumprimento debitório sendo, portanto, nula.

Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 17.04.2012 (Barateiro Martins) Read More »

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 14.06.2011 (Eurico Reis)

Sumário: (…) 3. Numa ação inibitória instaurada ao abrigo do estatuído no art.º 25.º do DL n.º 446/85, de 25 de Outubro, para aquilatar se as cláusulas penais inscritas nos contratos celebrados entre a Ré e os seus clientes são ou não desproporcionadas e se contendem ou não com o princípio da boa fé previsto

Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 14.06.2011 (Eurico Reis) Read More »

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 05.11.1997 (Miranda Gusmão)

Sumário: (…) II – As cláusulas contratuais indiciadoras de um certo desequilíbrio material entre as vantagens auferidas, graças ao contrato, pelas partes, são contrárias à boa fé. III – A cláusula penal é nula quando exceder o valor do prejuízo resultante do incumprimento da obrigação. (…)

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 05.11.1997 (Miranda Gusmão) Read More »

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 02.11.2023 (Ana Resende)

Sumário: I – O contrato de seguro consubstancia-se num acordo vinculativo, que tem por base declarações de vontade, geralmente proposta e aceitação, que se vem a harmonizar em termos da seguradora, mediante uma determinada retribuição satisfeita pelo segurado, visa solver o que for devido, nos termos acordados, pelo prejuízo que advenha ao segurado ocorrido que

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 02.11.2023 (Ana Resende) Read More »

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 02.03.2021 (Graça Amaral)

Sumário: I – O regime do DL n.º 446/85, de 25-10, a que o contrato de seguro, enquanto contrato de adesão, se encontra sujeito, sanciona com nulidade as cláusulas contratuais gerais nele contidas cujo conteúdo se mostre contrário à boa-fé. II – Na concretização desse princípio a lei aponta dois vetores cruciais de ponderação para

Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 02.03.2021 (Graça Amaral) Read More »